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Para quem o GLÚTEM faz mal?

O Glútem é uma proteína existente nos cereais trigo, aveia, centeio e cevada. Estes cereais são vastamente utilizados pela indústria alimentícia e faz parte da nossa dieta diária em pães, bolos, biscoitos, massas em geral.

Algumas pessoas, não podem ingerir o Glútem, pois ele é tóxico para sua mucosa intestinal. Estes indivíduos tem uma predisposição genética a desenvolver uma doença de má absorção intestinal de nutrientes chamada de Doença Celíaca.

A Doença Celíaca é a resultante do uso de Glútem por pessoas susceptíveis geneticamente. O Glútem desencadeia na mucosa intestinal destas pessoas uma reação inflamatória que se cronifica com o uso constante dos cereais que contenham Glútem ou seja trigo, aveia, centeio, cevada, levando a uma atrofia da superfície intestinal de absorção de nutrientes. A conseqüência pode ser uma desnutrição progressiva e severa.

Sinais e Sintomas:

O quadro clínico pode Ter vários aspectos. Manifesta-se geralmente já na primeira infância, quando a criança começa a Ter contato com o Glútem quando do início do desmame após a parada do uso do leite materno ainda no primeiro ano de vida. Neste período são introduzidos novos alimentos no cardápio alimentar da criança e muitas vezes os cereais que contém Glútem, precocemente já fazem parte desta dieta. A forma clássica de apresentação da doença é aquela cujos primeiros sintomas surgem do 6º ao 12º mês de vida, com falta de apetite, dificuldade de ganho de peso e de estatura, diarréia que melhora e piora. A diarréia quando evolui pode ser severa com presença de restos alimentares nas fezes, muco em grande quantidade. Pode haver distensão abdominal (barriga inchada), com massa muscular débil, principalmente nas pernas e nas nádegas, "com sobras" de pele na virilha e na dobra das nádegas. A falta de apetite e a irritabilidade da criança são muito freqüentes. As evacuações diarreicas além de volumosas, várias vezes ao dia, possuem um odor forte. A doença pode estar associada à dermatite herpetiforme e Síndorme de Down.

Diagnóstico:

O diagnóstico é suspeitado pelo Pediatra diante das características acima, mas as formas incomuns de apresentação da Doença Celíaca existem e por não mostrarem todos os sintomas acima pode passar desapercebida, portanto o Gastroenterologista Pediatra é o profissional mais indicado para conduzir o problema. O diagnóstico definitivo é feito pela biópsia duodenojejunal que é realizada no consultório de forma simples, sem necessitar de anestesias, através da passagem de uma cápsula especial, através da boca ou do nariz e que vai até o duodeno (intestino). Neste local a cápsula colhe um pequeno fragmento da mucosa, e através de seu estudo as características reforçam a suspeita de Doença Celíaca.

Tratamento:

Firmado o diagnóstico de Doença Celíaca, o qual necessita da realização de 3 biópsias duodenojejunais, o tratamento é Dieta isenta de Glútem, que fará com que a mucosa intestinal readquira suas características e função e portanto o estado de desnutrição do paciente é suspreendentemente recuperado. A dieta é mantida para o resto da vida pois o uso insistente do Glútem pelos celíacos confirmados, pode levar à linfomas e outros tipos de Câncer. Atualmente no Brasil existe um grupo de pessoas com Doença Celíaca que reúnem-se, e trocam mensagens através da Internet, acesse www.acelbra.com.br

 
 
 
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