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Câncer de Laringe: Um bom motivo para parar de fumar!

O Câncer de Laringe é um mal que atinge toda a população mundial, a incidência varia de país para país, de acordo com os hábitos da população. Em torno de 1 a 2% de todos os tumores diagnosticados anualmente são de Laringe.
O Câncer de Laringe destaca-se por apresentar boas possibilidades de cura quando diagnosticado precocemente, mas se progredir sem tratamento torna-se fatal. Entre os pacientes com Câncer e que permanecem sem tratamento, apenas 5% vão atingir o terceiro ano após o diagnóstico e todos evoluirão para o óbito antes do quarto ano.

Incidência

A incidência mundial é em torno de 4 a 5 casos novos por ano em cada 100.000 habitantes. É muito mais comum no sexo masculino do que no feminino, numa proporção de aproximadamente 10:1. O pico de incidência da doença é por volta dos 50 a 60 anos de idade mas pode ocorrer em qualquer idade.

Causas

Como na maioria dos tumores ainda não se conhece a verdadeira causa do Câncer de Laringe, porém observando o comportamento da doença verifica-se que o uso de álcool e fumo é freqüente entre os acometidos pela doença.

Fatores de Risco

Os fatores de risco mais importantes para o desenvolvimento da doença são o tabagismo (fumo) e o etilismo (álcool) principalmente quando há o uso de ambos conjuntamente. O Câncer de Laringe é raro entre os não fumantes!

A maioria dos portadores do Câncer são fumantes, demonstrando então uma evidente correlação entre o uso de tabaco e o Câncer de Laringe. Existem vários trabalhos científicos mostrando que as pessoas que fumam mais de 20 cigarros por dia por mais de 20 anos desenvolvem uma grande chance de terem Câncer de Laringe em relação aos não fumantes!

O álcool em combinação com o fumo parece multiplicar a possibilidade de Câncer na Laringe. Os estudos científicos tem demonstrado que a combinação de fumo com álcool aumenta o risco de Câncer de Laringe em quase 50% sobre a incidência esperada.

O álcool contém etanol e seus derivados levam à lesão celular e com a irritação constante da mucosa surgem as células anormais, que se multiplicam desenvolvendo o tumor malígno.

Outros fatores de risco importantes são: exposição aos poluentes industriais, radiação, predisposição hereditária para a doença, Papiloma de Laringe, e deficiência de vitaminas A e C.

Sintomas

O principal sintoma é a rouquidão (disfonia). Surge devido à alteração da vibração das cordas vocais pela presença do tumor.

A Laringe normal tem cor rosada, a mucosa é brilhante, as cordas vocais estão íntegras e lisas, movimentam-se vibrando normalmente durante a fonação (fala). As estruturas adjacentes estão com aspecto anatômico preservado, sem nenhum tipo de alteração.

A Laringe com Câncer, tem cor mais avermelhada, em alguns locais está pálida ou brancacenta (leucoplasia), as cordas vocais possuem lesões que dependem do estágio da doença, mas geralmente com formação de massa tumoral com aspecto vegetante, ulcerado. As cordas vocais tem movimentação anormal durante a fonação.

Pode haver disseminação (metástase) do tumor para outras regiões da Laringe, estruturas adjacentes e pescoço, incluindo invasão tumoral dos nódulos linfáticos regionais.

Toda pessoa na 5ª ou 6ª década de vida apresentando rouquidão por mais de duas semanas deve procurar um médico especialista, o Otorrinolaringologista para investigar a causa deste sintoma. Podem existir também outros sintomas
associados tais como: pigarro constante, irritação na garganta, dificuldade para engolir, dor de garganta severa, falta de ar, perda de peso inexplicada, escarro com sangue e salivação excessiva.

Diagnóstico

Toda pessoa que apresentar os sintomas já citados deve procurar o Otorrinolaringologista para ser submetido a uma laringoscopia indireta com espelho de laringe ou através da fibroendoscopia, exames de fácil execução feitos com anestesia por spray local e que avaliam a Laringe e suas alterações. Em casos de suspeita de lesão malígna o Médico realizará uma laringoscopia direta com biópsia da lesão para análise do fragmento retirado, com o objetivo de diagnosticar o tumor.

Tratamento

Uma vez constatada lesão malígna na análise da biópsia de Laringe o próximo passo é estadiar o tumor (avaliar em que estágio encontra-se a doença com o objetivo de escolher e instituir o melhor tratamento para o caso). De acordo com o estadiamento do tumor podemos tratá-lo através de três armas terapêuticas: cirurgia da laringe, radioterapia, quimioterapia.

Pelo exposto, observamos que o diagnóstico precoce do Câncer de Laringe, proporciona melhores chances de tratamento, e que o ideal é parar de fumar imediatamente para viver mais e com maior qualidade de vida!



Dr. Oswaldo Tomyiama
Otorrinolaringologista, especialista em Otorrinolaringologia pelo Hospital Geral de Bonsucesso - Rio de Janeiro
 
 
 
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