Considerada um dos principais agentes causadores de
Alergia Respiratória (alergeno), apresenta como composição
uma mistura de matérias vivas e inertes. Destaca-se
entre seus componentes o ácaro, mofo (fungos), fezes
de barata, escamas de pele humana e animal, restos
alimentares, bactérias e outros.
A poeira apresenta como característica importante
a sua idade, ou seja, quanto mais antiga a poeira
maior é seu malefício (alergenicidade). Este fato
é devido à degeneração, decomposição e mistura cada
vez maior de substâncias.
Ácaros
Este
artrópode é o principal componente alergizante
da poeira domiciliar. Em 1 grama de poeira
podem ser encontrados até 20.000 ácaros, sendo
a média de 100 a 500 ácaros por grama. Os
fragmentos dos ácaros e suas fezes é que desencadeiam
as reações alérgicas.
Estas fezes quando
secam se quebram facilmente tornando-se pó fino que
deposita-se nas fibras de carpetes, colchões, travesseiros,
estofados, cortinas, cobertores, agasalhos de lã,
e outros.
O ácaro se alimenta de descamações epidérmicas (da
pele) como a caspa. Um indivíduo elimina em média
0,5 a 1 grama de escamas diariamente, sendo que 1/3
dessas se depositam no leito, principalmente no travesseiro,
fazendo com que colchões e travesseiros constituam
imensos depósitos de ácaros. O período de vida do
ácaro é muito curto, cerca de 2 a 4 meses, e neste
período de vida, a fêmea elimina 200 vezes mais excremento,
o principal alergeno.
Fungo (Mofo)
A umidade é outro fator importante que agrava a Alergia
Respiratória, devido à maior quantidade de mofo em
climas úmidos. Além da umidade, a pressão barométrica
exerce um grande efeito sobre os fungos que se encontram
no ar, o que explica o desencadeamento ou aumento
da Alergia Respiratória com a mudança da temperatura.
Este fenômeno aparece com as quedas rápidas de temperatura
ou da pressão, trazendo os fungos de um nível mais
alto da atmosfera para um nível em que eles possam
vir a ser inalados.
O esfriamento da atmosfera ao cair da tarde, após
o pôr do sol, acarreta diariamente uma mudança deste
tipo; assim geralmente o paciente alérgico ao mofo
percebe seus sintomas se agravarem nesta fase do dia.
Trata-se de um fenômeno freqüente, embora pelos diversos
tipos de fungos tem-se a existência de acentuadas
variações, quanto ao horário de maior prevalência
dos diversos fungos. As chuvas são precedidas por
alterações barométricas, uma verdadeira nuvem formada
por esporos de fungos ocupa o ar, antes de se aproximar
um temporal. Durante a chuva, a atmosfera é lavada
e o paciente apresenta um certo alívio.
Além dos fungos da atmosfera existem os fungos que
se encontram nos vegetais e aqueles que desenvolvem
preferencialmente em ambientes internos como nas casas.
Tanto um quanto outro tipo apresenta como fatores
principais para o seu desenvolvimento a umidade e
a decomposição. Assim, os fungos são encontrados no
domicílio, em lugares úmidos, como em torno de canos
de água, no porão, pilhas de jornais, livros antigos,
armários com pouca ventilação e principalmente banheiros.
Animais
A freqüência de Alergia Respiratória aos animais depende
da raça, do tamanho da população destes e principalmente
ao fato do animal ser mantido dentro ou fora de casa.
Um animal dentro ou fora de casa poderá funcionar
como alergeno, já que escamas e pêlos deste animal
estarão contaminando o ambiente, principalmente quando
há manuseio constante do animal. Quanto à raça, pêlos
e penas longas serão muitos alergenizantes. Estes
fatores tornam-se mais importantes principalmente
para os tipos mais freqüentes de animais domésticos
como cão, gato e pássaros.
A alergia aos pêlos de vaca é um problema, sobretudo
para fazendeiros, peões e veterinários. Os principais
alergenos dos pêlos de vaca também são encontrados
na saliva, na urina e na carne. Contudo, a concentração
na carne é muito baixa, daí o fato de raramente pessoas
alérgicas aos pêlos de vaca terem problemas ao ingerir
carne bovina. O couro curtido não é alergênico, mais
tapetes feitos de crina de vaca contém concentrações
consideráveis de alergenos, que são liberados lentamente.